ARTIGOS · VOZ E SAÚDE VOCAL
Ficar com a voz rouca depois de uma constipação ou de um dia particularmente exigente pode acontecer. Mas quando a rouquidão surge com frequência, dura várias semanas ou interfere com o trabalho, o canto ou a comunicação, merece atenção.
A rouquidão não é uma doença em si. É um sintoma que traduz uma alteração na forma como a voz está a ser produzida.
Infeções respiratórias, utilização vocal intensa, falar acima do ruído, gritar ou cantar com esforço podem alterar temporariamente a voz. Também podem existir alterações nas pregas vocais, como nódulos, pólipos, quistos ou outras lesões, bem como causas neurológicas ou inflamatórias.
Uma disfonia que não melhora ou não desaparece ao fim de quatro semanas deve ser observada por um médico, habitualmente Otorrinolaringologista, ou mais cedo quando existem sinais de alarme. Dificuldade em respirar ou engolir, dor persistente, massa no pescoço, sangue, perda de peso inexplicada ou alteração importante num profissional da voz justificam atenção.
Ouvir a voz fornece informação importante, mas não permite saber exatamente o que acontece nas pregas vocais. A observação da laringe permite avaliar a estrutura e a vibração. Depois do diagnóstico médico, a avaliação pelo Terapeuta da Fala analisa o comportamento vocal, a eficiência da produção e as exigências profissionais.
Na Projeta a Voz, a avaliação e o acompanhamento são realizados online e adaptados às necessidades de cada pessoa. Não normalize uma alteração persistente: perceber a causa é o primeiro passo para tratar corretamente e proteger a voz.
Stachler RJ et al. Clinical Practice Guideline: Hoarseness (Dysphonia) (Update). 2018.
American Speech-Language-Hearing Association (ASHA). Voice Disorders — Practice Portal.
Estes conteúdos têm finalidade informativa e não substituem avaliação clínica individual. Quando existem alterações persistentes da voz ou sinais de alarme, deve ser considerada avaliação médica adequada.